26 de junho de 2012
pra não esquecer que tive uma ideia
a trilha do chão:
25 de junho de 2012
21 de junho de 2012
das notícias
14 de junho de 2012
22 + todo o resto
11 de junho de 2012
9 de junho de 2012
Reflexões de uma gripe
5 de junho de 2012
mirando
Liniers Animado - Bonjour: Un Ósculo Suyo from GAZZ.TV on Vimeo.
Liniers Animado - La Vaca Cinéfila from GAZZ.TV on Vimeo.
O Liniers só não mora no coração de quem não deixa.
“Pois é, não deu.”
4 de junho de 2012
TÁ TUDO BEM EU TO TRANquila...
30 de maio de 2012
lembrete
28 de maio de 2012
que seja em Satolep
22 de maio de 2012
"sem nome"
O Xico escreveu hoje e lembrei de uma coisa que tinha escrito meio embriagada pra uma amiga:
Uma vez em um avião me apaixonei por um cara. Mentira, não foi no avião. Foi naquele ônibus que leva a gente pra pegar o vôo. Senti, por cerca de quinze minutos, muita vontade de ter ele por perto. Engraçado porque essa história deve fazer uns três anos e o nosso papo foi sobre “cidade”, assunto que virou minha pauta nos últimos tempos. Eu ia pra um congresso em São Paulo e ele só iria até lá pra buscar algumas coisas e trazer para Porto Alegre, ele era gaúcho e ia voltar de “mala e cuia” para cá. Eu não lembro o nome dele, mas lembro que ele sentou do meu lado assobiando “A Rosa” do Chico e isso meio que bastou. Já respeito quem assobia. Agora... Assobiar uma das minhas músicas preferidas em um ônibus de aeroporto (“amor no não-lugar” daria um bom título) pedia que a gente conversasse. Ele puxou papo comigo perguntando se eu era arquiteta e um xalála engraçadinho. Mas aí dividiu comigo um pensamento que eu achei interessante. Ele disse que as pessoas ficam com cara de vácuo no aeroporto e eu só tive que concordar. Respondi que alguém no aeroporto não tá nem no lugar de onde veio, nem no lugar pra onde vai, devia ser por isso o vácuo que ele sentia (raciocínio meio lógico, me senti meio burra depois). Falamos sobre as diferenças entre São Paulo e Porto Alegre (como se eu soubesse alguma coisa demais de qualquer uma delas), porque ele tinha decidido voltar e sobre o espaço do amor nessas cidades. Ele desceu do ônibus assobiando. E, eu pensei que nunca daria mais de quinze minutos para que alguém me conquistasse. Burlei essa regra muitas vezes, mas pensei.
Mas, isso é só uma introdução pro acontecimento de hoje. Em uma roda de conversa feminina a reclamação era uma só: “O que está acontecendo com os homens?”. “A coisa tá difícil”, “Meu ex virou gay”, “Ele pedia para usar os meus cremes”, foram frases recorrentes na conversa e eu "dele" a concordar. Enquanto as reclamações surgiam e a minha gastrite começava a dar sinais de pânico, pensei: “Xi, não é a primeira vez que eu escuto isso aqui em Porto Alegre, a coisa deve estar feia mesmo”.
Mas, deduzi: É TUDO CULPA NOSSA. É verdade. É tudo culpa nossa. Que me perdoem as feministas, nós transformamos os homens em um porre. Bem vestidos e desinteressantes.
Foram tantas reclamações das peladas de domingo, do jogo de futebol na TV, da tampa da privada levantada, da calça de moletom rasgada, do violão na madrugada, dos amigos malas que só falam de mulher, das noitadas... Que de “Amélia”, nós passamos a ser “As malas”. Nós transformamos esse tipo de cara comum (e bom, na minha humilde opinião) em uma ameaça ao nosso novo padrão de vida: mulher linda e independente que chega em casa e não quer tampinhas de cerveja pelo chão. A gente reclamou tanto... Mas tanto... Que de tanto reclamar os homens, como bons homens, atenderam. Ficaram modernos, alinhados, antenados, vaidosos... E chatos.
O homem comum está em extinção. O homem que não sabe que grife nós estamos vestindo (me inclui no time que usa grife), que tem vergonha de tirar fotos de si, que usa um tênis velho até alguém obrigá-lo a comprar outro, que bebe bebida alcoólica durante a semana, aquele que nosso amigo gay não fica em dúvida, minha cara, está em extinção. E, isso é nossa culpa. Entre tanta caretice da vida pós-moderna a caça ao homem comum começou a já está desenfreada.
Lembro que uma vez ri muito daquele programa em que a personagem dizia "eu só quero um cara mais ou menos pra chamar de meu". Eu tô achando isso mais genial ainda porque esse homem "mais ou menos" vai ser o mais disputado nos novos tempos. Vão exister músicas sobre ele. Programas de televisão "QUERO QUE MEU HOMEM VOLTE A ASSISTIR FUTEBOL". E muito mais.
O outro tal, o novo tipo de homem que ainda não tem nome (o que os amigos ficam em dúvida) transformam suas mulheres em espelhos (porque Narciso acha feio o que não é espelho) e aí vai ficando todo mundo meio sem cara. E, tem babaquice maior que essa? Só que essa babaquice só tende a emputecer mais mulheres a cada dia.
O que isso tudo tem a ver? Tem a ver que eu raciocinei uma teoria que pode valer milhões. Se uma mulher vê um cara fazendo alguma coisa legal sem ser pra se exibir pra ela... Existe grande probabilidade desse cara ser um tão desejado "mais ou menos". Nada de xeretar redes sociais, nada de quebrar a cabeça para descobrir quem são os amigos em comum, nada disso. O homem "mais ou menos" não dá bandeira, não precisa de um espelho ou foto do restaurante onde foi. E aí entra o cara do aeroporto. Ele nunca podia desconfiar que sentada ao lado dele tinha uma fã do Chico e que repararia nele só pelo fato de assobiar "A Rosa". Mas, ele fez. Porque era ele de verdade. Sorte, né? Eu podia ter tido esse raciocínio antes, teria acalmado algumas mulheres estéricas.
Rezemos para que existam muitos dos tais espalhados por aí.
21 de maio de 2012
futuro
Nunca imaginei que chegaria o dia em que teria coragem de pendurar o quadro que ganhei de ti na parede de uma casa que fosse minha e não nossa. E em cada martelada na minha parede exorcizei a necessidade de que toda parede fosse nossa e não minha. E, sentei na sala e fiquei olhando aquele quadro olhando pra mim e chorei. Chorei por mim, por "você", por nós, por acreditar que amor abandonado é o mais triste dos amores. Nunca imaginei que chegaria o dia em que não conseguiria falar contigo só pra dizer que tinha, enfim, pendurado o quadro que ganhei de ti e que nunca imaginei que ficaria em uma parede que fosse só minha e não nossa. Mas, os tais dias chegaram. Resta saber como lidar com eles.
17 de maio de 2012
lição de vida em 1 minuto
16 de maio de 2012
juntos
Nesse tal disco sobre os amigos tem uma música que chama “Todos juntos”, assim como te ensinei um dia e tu aprendeu rapidinho:
- Principito, como a gente tem que andar na rua?
- Juntos.
É... Na música diz que juntos nós somos mais fortes. E eu me sinto assim quando tu fica do meu lado ou quando vem correndo puxando a minha mão e dizendo sem parar:
- Tia, tia, tia, tia, tia...
Eu acho que tu ainda é muito “ito” pra entender a diferença que fez nas nossas vidas e do quanto a gente ficou forte depois que tu apareceu. Deve ser porque todo o nosso amor se ilumina e cresce a cada chegada tua. Até o vovô que é de muito carinho, mas pouco abraço, fica logo abraçando todo mundo. Todos juntos somos mais fortes agora porque, no fundo, a gente já tava te esperando há um tempão e não sabia mais onde colocar tanto amor. Ainda tem um montão de gente por vir aí, mas aí é tu quem vai mostrar os discos legais pra eles e o amor vai se multiplicar cada vez mais.
-Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco, não há nada pra temer, ao meu lado há um amigo que é preciso proteger.
E não vejo a hora de chegar, não vejo a hora de te proteger, não vejo a hora da gente fazer a coisa que mais sabe: ficar junto.
"da janela de copacabana"
15 de maio de 2012
pra amar e guardar
14 de maio de 2012
só falta você estar
10 de maio de 2012
"a explosão se espalha em coisas que a cidade sonha"
Vi uma notícia hoje que me fez sentir algumas saudades. Não que a notícia costure muito as saudades, mas em tempos de distância qualquer motivo é motivo. Lembrei que quando era criança decorei uma frase do Martín Fierro que dizia "Los hermanos sean unidos porque esa es la ley primera". Lembrei que na casa do meu avô tinham coisas do Martín Fierro e eu, cara de pau, nunca procurei saber mais sobre o personagem. Lembrei que na escola li "A estética do frio" e acabei me conhecendo mais. Lembrei que lá nós éramos bobos, mas um colega, já esperto, levava o violão pra aula e cantava "E tudo isso foi no mês que vem... Foi quando eu chegar...". A gente se emocionava e nem sabia. Lembrei que todos contavam dos planos, discursavam sobre onde fariam a sua vida, ninguém assumia que era possível sonhar em ficar ali. Mal sabíamos nós que distante sentiríamos tanto amor por aquele lugar. Lembrei do frio das madrugadas e de como a "Casa do Joquim" se tornava um oasis cheio de vinho pra nos aquecer e a gente ria... ria... naquele sofá vermelho. E, era vermelho? Lembro de ser vermelho. Lembrei do sentimento de que a rua era nossa e que tempo depois todos voltavam a bater queixo na esquina da Alberto Rosa com a Conde de Porto Alegre. Lembrei que tá pra nascer esquina mais fria e mais quente que aquela. Lembrei que se eu escutar Vitor Ramil vou lembrar dos meus amigos. Lembrei que toda noite eu lembro que queria eles por perto.
A notícia:
9 de maio de 2012
dos planos
- Topo. Mas, o banheiro precisa ser bem grande.
- Hein?
- Eu vivo pra um dia ter um banheiro grande e poder cantar assim:
7 de maio de 2012
pra depois ou "onde vão, eu não sei"
3 de maio de 2012
moça, vê mais um tinto
Melhor assim, que tomemos muitos tintos em busca de respostas.
23 de abril de 2012
congelados
Perguntei pra ele o que tinha acontecido com a poesia do nosso dia-a-dia e qual era o motivo de me sentir participante de uma maratona. Ele respondeu que não era só aqui. Que o fenômeno da falta dela acontecia em mais de um lugar. Disse pra eu cuidar da minha como quem diz: "Vê se te alimenta!'. "Vê se te alimenta e cuida da tua poesia". E eu pensei que seria bom se desse pra comprar na seção de congelados.
16 de abril de 2012
cultura do inquilino


9 de abril de 2012
indestrutível
O tempo não cura. O tempo nos leva.
5 de abril de 2012
la mejor

E minha melhor amiga... deu o fora. Juntou suas coisas, colocou a vida em malas, comprou uma passagem de ônibus e deu o fora. Deu o fora da cidade onde a gente nasceu, cresceu, curtiu, viveu, se estabacou, sarou. Onde a gente foi inconsequente, delirante, irresponsável, criança e adolescente. Minha melhor amiga deu o fora. Resolveu que ia estudar espanhol, que diria "por que me miras si no me sacas a bailar?" com prioridade. Minha melhor amiga deu o fora do trabalho e foi embora pra Buenos Aires. Resolveu que ia beber Quilmes até cair no chão. Minha melhor amiga deu o fora para crescer, curtir, viver, ser inconsequente, delirante, irresponsável e adulta, em Buenos Aires. Minha melhor amiga foi encantar aquela cidade, foi gargalhar, foi se soltar, foi ser mulher, foi ser feliz. Minha melhor amiga deu o fora de tudo aquilo que já não a fazia estremecer, vibrar, corar. Minha melhor amiga foi corar com gosto de vinho tinto, com homens de cabelo comprido, com casas coloridas, com uma cozinha quente pra chamar de sua. Minha melhor amiga deu o fora. Acho que nunca senti tanto orgulho dela como hoje.
20 de março de 2012
Porre às mulheres perfeitas 2.0

Hoje em meio a um Clube da Luluzinha me peguei defendendo as mulheres comuns. Parece balela, mas nesses novos tempos existe uma nova categoria de mulher: a mulher perfeita 2.0. Não é aquela antiga mulher perfeita que era linda, cozinhava, limpava a casa, cuidava dos filhos e fingia para as amigas que era boa de cama. Não. A mulher perfeita 2.0 faz tudo isso, trabalha, vai nos melhores restaurantes, faz pilates, viaja pela Europa, fala três línguas e usa batom vermelho. Além disso, ela sempre aparece ao lado de amigos bonitos, porque as mulheres perfeitas 2.0 não atraem muitas pessoas feias. E mais, ela tira fotos disso tudo. Ela publica e joga na cara de todas nós, mulheres comuns, que temos celulite, barriguinha e somos falidas. Na minha defesa às mulheres comuns aleguei: e quando a mulher perfeita 2.0 toma um pé na bunda? Ela publica?
Me disseram que pega mal. Que geralmente ela passa a trabalhar mais, ir a restaurantes mais caros (que tenham uma iluminação melhor para as fotos), atrai mais amigos bonitos (e chatos) e passa a tirar mais fotos. Pensei que deve dar um certo trabalho. As mulheres perfeitas do tempo da minha mãe só precisavam de um bom livro de receitas herdado da vó, uma boa genética e sorte (de encontrar um bobo que goste de perfeição). Hoje em dia deve ser meio triste não poder sofrer, não poder chorar, não poder ficar em casa de chinelo e meia, não poder se atrasar de manhã e esquecer a maquiagem (aliás, deve ser um saco usar maquiagem todo dia), não poder conversar com mulheres comuns sobre as promoções da Marisa (quer coisa melhor do que comprar na Marisa? conversar com as atendentes? na Zara as atendentes são sempre tão mal-comidas).
Ser uma mulher perfeita 2.0 dá muito trabalho. Acho que é por isso que eu defendo, sempre, as mulheres comuns. Mulheres que tem aquele jogo de cintura de encarar os perrengues do dia-a-dia, que andam de ônibus lotado, que vão a festas e não levam o celular, que tomam porres sem ninguém saber, que confessam aos amigos que o dinheiro terminou antes do mês e que, principalmente, sabem que seus defeitos têm mais bossa que as perfeições das mulheres perfeitas 2.0. Perfeição incomoda porque se melhorar estraga. Uma mulher comum é linda porque ela sempre pode surpreender, pode falar daquele livro que leu e não publicou sobre, pode contar sobre aquele estilo de música que gosta e ninguém sonha.
Disseram que eu to ralé. Daí eu não quis sair na foto.










