5 de janeiro de 2009

Eu sou louca

Seis e vinte seis do dia cinco de dois mil e nove.

“Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?

Eu só conheço mulher louca. Pensa em qualquer uma que você conhece e me liga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.

Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: Só sendo louca de pedra.”

4 de julho de 2008

Minha melhor amiga

Ela é rude, mas aprendeu com o tempo que todos têm seu valor.

Ela é simples, no jeito de se vestir. No jeito de calçar os sapatos. No modo como usa seu all star velho e amarra os cadarços com lentos lacinhos.

No entanto, mesmo assim, ela é tão sofisticada. Discursa tão bem e tão bonito. Convence qualquer um. De suas loucuras, de seus temores.

É intensa. Profundamente enriquecedora. Culta. Inteligente.

Uma mulher do século XXI, com os princípios de uma princesa medieval.

Ela é meu cérebro. Meu ponto de partida e de chegada. É minha irmã. Minha cúmplice. Minha consciência. Minha festa. Meu alvoroço. Meu silêncio.

São tantos os vocábulos que te definem. É tão profundo meu sossego quando penso em nossa amizade.

Tu és uma mãe. Uma filha. Um livro. Um copo de leite. Tu és um abraço apertado, uma alma que entende minhas loucuras, meus fascínios, minhas aventuras, meus erros e meus acertos. És única.

Te admirar se tornou um hábito. Desde as primeiras poesias que escrevias na nossa infância. Já eras tão decidida, enquanto eu mal sabia o que eram rimas. Agora és uma futura jornalista, e eu, eu que mal imaginávamos em uma faculdade. Dou-me de cara com o tempo ultrapassando todas as barreiras.

É mais uma fase que estamos juntas. E mais. Muito mais. Somos o exemplo perfeito da cumplicidade, da amizade verdadeira, do afeto, do carinho. E, posso sim, me gabar disso.

Fazes 18 anos... E um silêncio toma conta das minhas letras. Eu mal sei onde termino e tu começas. Sei exclusivamente que somos a dupla exata. Com muitos sorrisos, muitas histórias para contar aos nossos filhos – que serão primos de sangue imaginário -, com muita sorte, com muito charme, muito xuxexo, e claro, muito sarcasmo. Afinal, o que seria de mim sem as tuas gargalhadas.

Esse é o nosso tempo. Essa é a nossa juventude. E agradeço aos céus, por alguém ter feito meu caminho cruzar com o teu, amiga.

Eu te amo muito

Um beijo enorme e um abraço de urso, daqueles.

1 de julho de 2008

Gestalt... Gestal... Getsald... Geston... Sono


Trabalho sobre Gestalt varando a madrugada. O café já faz parte do corpo e o corpo já faz parte do café. E agora? Dor, muita dor no ombro.
Em frente.

27 de junho de 2008

E se a gente seqüestrasse o trem das onze?

Post do dia 25/06/08

Respeitei Pelotas. Respeitei a Chapa 2 (E parabenizo!). Respeitei as iniciativas.
Ontem teve show de uma das minhas bandas favoritas, Mundo Livre SA. Esperava menos, muito menos. Menos gente, menos bocas cantantes, menos calor humano.
Recebi muito mais. Um astral do tipo Porto Alegre, muita gente, muitas vozes e um show digno de pagar cem reais.
E digo mais. Digo que, ouvir e ter ao meu lado um fã de Slayer, dizendo: Esses caras são bons. Não tem preço.

Não tem mistério
Não é do bicheiro
Não é do malandro
Não é canarinho
Não e verde e rosa
Não é aquarela
Não é bossa nova
Não é silicone
Não é malhação

24 de junho de 2008

Acho um pouco bom


Sabe quando temos cinco mil trabalhos para apresentar? Sabe, aqueles, é, aqueles mesmo, lá do início do semestre que pensamos: Ah, depois faço! O depois é hoje, minha gente. Então, cantemos:

Hoje eu não vou sair de casa
Hoje eu não vou pisar na rua
Hoje eu não vou trocar de roupa
Não vou sair de casa
Hoje eu não quero ver a rua
Hoje eu não quero confusão
Hoje eu não quero ver pessoas
Não vou sair de casa
Hoje eu vou ficar ouvindo musica
Hoje eu vou ficar aqui desenhando
Hoje eu vou ficar aqui na minha
Eu vou ficar sozinha
Hoje eu vou ficar aqui desenhando

É, Wilson.

21 de junho de 2008

Bora fazer EcoBag



Uma "temdemsia" mundial entre os mais renomados estilistas e designers, a mania de ser sustentável pegou. - Essa coisa de ser descolado é meio trabalhoso -, mas reciclar sacolas plásticas é legal e faz bem ao planeta. Então, digo, bora fazer EcoBag em Materiais e Técnicas.

19 de junho de 2008

Voz interessante


Por essas e por outras que não se desiste das idéias. A faculdade tem me feito bem. E, principalmente o fato de respirar idéias novas daqueles que não têm medo de crescer. Síndrome de Peter Pan, faz mal, aviso aos navegantes. A sabedoria desse maduro-jovem professor deveria ser tomada como exemplo. Pensemos para frente e avante - e não criemos raízes diante de uma vida inútil-.

(E um beijinho em homenagem a mon amour, nessa data tão importante... je t'aime)

14 de junho de 2008

Exibida Colorida - O que é ter amigos

Post de Renata no dia de meu aniversário, as lágrimas de felicidade são encantadoramente doces. Na sequência:

Talvez isso seja pequeno. Uma homenagem pequena para uma grande pessoa.Hoje és, ainda, maior. Maior perante a lei, sempre maior perante os outros. Porém, continuas sendo a minha “baby girl”. Sempre serás. Aquela da voz fina. Que é forte, que luta, que fala e muda de idéia falando – afinal, triste é aquele que não tem idéias para mudar, já dizia o poeta. És aquela que é tão parecida comigo e tão diferente de mim. És a minha metade. És. És humana. És alguém. Alguém que chora, sorri, debocha, diverte, ouve, cativa e sente. Sentes, sempre sentes. Sentes compaixão, amor, vontade, felicidade. És apaixonada pela vida e ela por ti. Tu és o retrato perfeito de uma verdadeira amiga. Amiga a qual não molda os problemas, enfeitando-os, enganando a nós mesmas, como se eles não existissem. Existem sim. E não é apesar de tais problemas que sobrevivemos juntas, que dedicamos tantos anos uma à outra. É por causa deles. Cada diferença, estranhamento ou falta de comunicação só mostra o quanto somos fortes. Agradeço aos problemas, de verdade. Eles só provam o quão doce é o sabor da vitória. O quanto é satisfatório e engraçado pisar em cima deles, ao teu lado. Rimos dos obstáculos, das verdades e de nossa vida, tão leve. É tudo tão pequeno e tão grande quando estamos juntas. Tudo se torna possível. O perigo é sedutor, as risadas são inevitáveis, os olhares são compatíveis e os pensamentos, sempre, sintonizados. O tempo, em nosso caso, é o grande paradoxo; é o veneno e é a cura. É a falta dele que nos separa e é graças a ele que estamos juntas.És minha irmã e és indócil. Tu dizes que sou teu chão, pois eu digo que és meu céu. Tu és para onde corro quando preciso de colo ou, simplesmente, enriquecer meu dia. Despertas em mim outra; querendo muito, capaz de tudo. És linda dos cabelos picotados, olhos negros e profundos, até a alma. Tens alma. Alma de garotinha, de mulher, de artista. Metade Amélie, metade Marilyn.Completares dezoito – muito bem vividos – anos é, também, o meu aniversário. Como é bom estar contigo em mais um 13 de Junho! Faço parte da tua história, assim como fazes parte da minha. Já não conseguiria viver sem teus conselhos, nossas conversas, nossas gargalhadas, nossos abraços, nossas palavras, sem ti. És imprescindível. És mais parte de quem sou do que imaginas. Ah, e como imaginas! O mundo é teu, Neneca. As cores são tuas. O inferno são os outros. Tens contigo toda a força que precisas, podes ter certeza. E tens em mim um poço de luz, que sempre vai te iluminar quando estiveres sob alguma nuvem.Amiga, tu és mais, muito mais. E eu quero, aqui, humildemente te parabenizar. Que tu continues sempre assim; sempre meiga, sempre alegre, sempre simples. Sempre Lanna. Eu te amo demais. Um beijo estalado e um abraço apertado.

5 de junho de 2008

Opa

CONGRESSO EM BUENOS AIRES
29/07 a 01/08

UNIVERSIDAD DE PALERMO
DISEÑO PALERMO 2008
encontro latinoamericano de design

http://www.palermo.edu/

com:

  • Design Textil e de Vestuario / Diseño Textil y de Indumentaria
  • Design Gráfico / Diseño Gráfico
  • Design Industrial / Diseño Industrial
  • Design de Interiores / Diseño de Interiores
  • Design de Paisagem – Paisagismo / Diseño de Paisaje
  • Design de Imagem e Som / Diseño de Imagen y Sonido
  • Comunicação Audiovisual / Comunicación Audiovisual
  • Design Publicitário / Diseño Publicitario
  • Vestuário/Moda
  • Cenografia / Escenografía.
  • Design Fotográfico / Diseño Fotográfico
  • Design de Historinhas – Quadrinhos / Diseño de Historietas
  • Design de Noticia / Diseño de Información

E X C U R S Ã O

Saída de Pelotas – dia 28/07/08 às 19h

Retorno – dia 1º/08/08 ao término do Congresso

3 pernoites em hotel 3 estrelas com café da manhã + ônibus leito especial (com motoristas em tempo integral para o percurso congresso – hotel) + passeio por Buenos Aires = quarto com duas/três pessoas – R$ 420,00 ou 5x de R$ 90,00 (R$ 450,00) pela agência Perlatur (melhor preço consultado em agências locais)

Informações e confirmação até dia 20 de Junho pelo número 81212746

*35 lugares

19 de maio de 2008

Quem sou eu, afinal?


Uma tentativa de profile que deu errado (talvez pelo seu tamanho):

Olha, sinceramente? Eu ainda não sei. Na verdade, ninguém sabe. O povinho tenta dizer que isso e aquilo, umas aderem ao sexy, outras a feiúra, outras a alternatividade (não ao salto alto, sim ao all star), outras querem ser chiquérrimas (aquele tal, “exagero do xuxexo”)
Eu aderi ao “ser mutável”. Uma mulher deve ser tudo. Coisinha que não me agrada, é ser essa coisa tal, de blasé. E o pior é que a modinha pegou. Eu gosto mesmo é de falar. “Oi, tudo bem?”
Gosto de arte. Aliás, aprendi a gostar mais de arte na faculdade. Eu faço Design. Pensei em ser advogada, mas essa coisa toda de justiça não me serve. Pensei em ser engenheira, arquiteta, modista. E acabei fazendo Design Gráfico. Sorte a minha que acertei em cheio.
Passei anos da minha vida só ouvindo Los Hermanos e bossa nova, adversa a qualquer cultura inglesa que poderia aderir as minhas entranhas auditivas. Já fui meio revolucionária também. Abri mão da política faz tempo, talvez como um interesse de criança que vai embora com o amadurecimento. (Hoje em dia, escuto Beatles enlouquecidamente.)
Eu sou ciumenta, e descobri isso a pouco. Quando os Hermanos eclodiram fiquei frustrada. Quanta ignorância. É bem coisa de brasileiro achar que quando algo faz sucesso fica ruim. Coitadinho do Camelo. Continuou com as mesmas habilidades de sempre. Talvez os meus ouvidos é que tenham se desenvolvido para apreciar outros costumes. E até achar a língua inglesa bonita.
Sempre odiei inglês. Na escola só colava da minha melhor amiga. Ela é fera. Faço Francês e acho lindo. Com biquinho. Tenho até boininha. Um dia vou a França, como em toda a Europa. De mochila, vou fazer Design de Automóveis. Um sonho clichê. Mas é meu, e tenho muito carinho por ele.
Tenho crises de auto estima como toda menina. (Não sei se o termo correto é “menina”, mas ainda me considero a filhinha do papai, e acho que se encaixa.) Choro, esperneio, faço regimes com maça e leite. Porém, não abro mão do Vanilla Expresso depois de uma boa festa. Por sinal, AM/PM para mim são uma tentação.
Posso ser legal, quiçá eu seja comum, meio idiota, simplória e viva falando bobagens. Mas acredito que ser livre de padrões me faz bem. Eu não quero me encaixar em nenhum grupo de traços típicos. Se der vontade encarnar a Cory Kennedy, tudo bem. Ou quem sabe, Audrey cheia de classe e glamour? Posso sair de um táxi, ouvir Moon River, tomar um café da manhã na Tiffany's de sapatilha.
Eu gosto de ler, gosto de futilidades, gosto de política, gosto de música, gosto da minha coleção de óculos escuros, gosto de comprar bugigangas, aliás, eu amo comprar bugigangas. Gosto de tantas coisas, que por mim, fazia vestibular até acabaram-se as profissões. E gosto de ser assim. Apaixonada. Bobalhona. Sonhadora. Eu não quero ser blasé ou tagarela. Já passei da fase de querer montar uma imagem para ser vendida.
Agora, eu tenho a real convicção que ser “banal” não está nos amigos, nas roupas, na maquiagem, nem no cabelo. Ser comum é ser igual a onda dos outros. Eu gosto é de misturar.
E bicho, eu sou psicodélica.

14 de maio de 2008

Bora fazer toy art




Pirei. O trabalho de Materiais e Técnicas me deixou atordoada. Ou vendo a casa e compro todos, ou peço doações.
Algumas dicas – conheçam essa cultura e pensem nos próximos dez anos:
www.thetoy.com.br
www.toycentro.blogspot.com
www.alept.com
www.plastiksp.com.br

6 de maio de 2008

+DESIGN


Apenas hoje tive tempo de sentar e comentar sobre o +DESIGN. Começando pelo fato de que me senti uma excluída da sociedade por não ter um I-Phone, passando pela inveja dos computadores Macintosh apresentados pelos palestrantes e outras cositas mais, de todo, foi uma experiência legal.

O resumo de todas as palestras foi: Seja meio maluco e arranje um pé de meia para começar um negócio. (Meio caminho andado).

A palestra da AG2 foi legal e hilária. Tudo bem que o moço disse apenas: “Pensem nos próximos 10 anos”. Tudo bem que isso durou uma hora e meia. Tudo bem. Certeza que ele deve ter perdido a hora. Se designer da AG2 fosse eu, diria: -Oi. E pediria cachê.

Tempo é pixel. E pixel é dinheiro.

Para ganhar um cd (com um jogo, um tanto quanto, lento), pergunto eu:

Lanna - Uma dica para os designers que pretendem trabalhar com publicidade. Como usar dessa simplicidade (que como o moço havia dito SERIA O BUM DOS TAIS 10 ANOS), tendo que transmitir tanta informação em tão pouco tempo?

AG2man - Quantos anos tu tem?

Lanna - (Ã?)

Lanna - Dezessete.

AG2man - Pensa daqui a 10 anos.

(Ok. Quando eu tiver 27, e não tiver bolacha, vou comprar uma bicicleta verde.)

Valeuz/ae!

10 de abril de 2008

Fecha os olhos


Ganhei uma gaita
e uma mesa de desenho. Acredito que... Não saímos daqui tão cedo. De que mais preciso?

20 de março de 2008

Cof

"Quando eu for grande, quero ser designer. Os meus amigos querem ser futebolistas ou super-heróis.
Eu quero ser designer, porque a missão do designer é muito importante. O designer é muito importante para as pessoas e para os super-heróis também, porque é ele que desenha as marcas para eles forem nos fatos. O designer também desenha bonequinhos para por na porta das casas de banho, para os meninos e as meninas não se enganarem.
A missão do designer é mostrar às pessoas que o gosto delas não é tão importante como o seu. O designer também tem que mostrar aos outros, que aquilo que faz, dá mais trabalho do que parece.
O designer tem como missão, fazer as coisas ficarem bonitas. As pessoas adultas compram coisas porque são bonitas.
O designer tem como missão ser crescido e nunca se enganar, mas se isso acontecer, é porque ele fez de propósito.
O designer tem como missão explicar à família, que não faz desenhos de casas.
O designer tem como missão preocupar-se com aquilo que ninguém se preocupa, alinhando as coisas e escolhe tipos de letra, sem ser a times.
A missão do designer é conseguir fazer os trabalhos do dia anterior, de forma a parecer que estão feitos há muito tempo.
O designer é um elemento mediador, tem como missão conciliar e responder a um variado conjunto de objetivos e condicionantes que se colocam perante si.
A minha avó diz que há um designer dentro de cada um de nós. A minha avó faz bordados e tem um macintosh.”

Crise de identidade ou não, estou lendo muito sobre minha profissão. E agora faço rimas.

19 de março de 2008

Superassim

“Design é tanto um verbo quanto um substantivo. É o início, bem como fim. É o processo e o produto da imaginação.” (Paul Rand, 1993)

Super orgulhosa!


10 de março de 2008

Cool

Momento interessante da aula:

“A Associação dos Designers Gráficos surgiu porque nunca sabíamos como explicar para mãe e para sogra como poderíamos nos sustentar. Fizemos uma bienal e mostramos nosso trabalho”.

Viu.

Momento interessante da aula II:

“Desde quando acordamos ao nosso redor há Design. A pasta de dente, o café, a embalagem do leite. O nosso mundo é desenhado. E as pessoas acham que isso vem de onde, da natureza?”

Oi.

5 de março de 2008

Mochileira pobre

Caso nascesse com zeros a mais (assim, bem a mais) na conta bancária não teria feito vestibular com dezessete anos. Teria dado uma volta ao mundo, com uma mochila nas costas, coragem e confiança. Voltaria falando várias línguas, ostentando presentes interessantes aos meus amigos, contando histórias de micos passados pelos quatro cantos do planeta. No entanto, como não tive o lisonjeio e a única mochila que há aqui é com cadernos, vamos ao primeiro dia de aula.
Confuso. De inicio caras estranhas, aquelas que nós não sabemos onde se escondem. Me senti um bebê em meio a tantos “adultos” acostumados aquela rotina. (Timidez, timidez, timidez). E eu, saindo do segundo grau com tudo ali, tão de bandeja.
A primeira palestra sobre o curso foi interessante, um tanto quanto sonolenta, mas não por isso menos animadora. É o princípio de uma nova etapa, uma nova vida, o terceiro ato. É, uma hora ou outra crescemos. Uma hora ou outra aprendemos a nos virar sozinhos. Coragem Sr. Ilusão. Coragem.
Um viva à faculdade!

22 de fevereiro de 2008

Bocejo

Ando meio enjoada, sabe? O povinho agora resolveu ser “superdiferenciado”. Nessa onde de “super-vou-me-diferenciar” só encontro semelhanças. E semelhanças. Nada forçado é interessante. Nada forçado é real e atraente. Ao menos, a longo prazo.
São tantas poses, tanta estética, perfis de orkut (ah não, por favor!) bem formulados, onde ficou a naturalidade? Todos que precisam mostrar uma imagem é porque não a contém. Não possuem, por si só, o dom de cativar os outros. Precisam de um álibi imaginário de personalidade, escondem de si mesmo sua falta de perspectiva e amor. É, amor. Amigos reais. Diversão real (aquela que não aparece no fotolog).
Como todo ser humano – contemporâneo – normal, quando sem sono, vou-me para internet. E lá, penso comigo: “E a moral?” São poucos aqueles que mostram em suas palavras um pouco de sinceridade. Vejo exclusivamente pessoas querendo mostrar aos fast-friends seus conhecimentos sobre bandas underground, filmes antigos, e gostos excêntricos. Tudoingual.
Sabe. A-b-a-n-d-o-n-e-i. Peguei Graciliano, e ó, já pra cama. Porque sou superbrasileira e superafim de me diferenciar dessa onda. Ou, talvez, pegar Khaled Hosseini e lançar a tendência, de que, tudo que é banalizado é legal.
Adorei. E digo mais, digo que se todos fossem mesmo tão inteligentes quanto tem apresentado, minha geração terá o mercado de trabalho mais concorrido da história mundial.

15 de fevereiro de 2008

Break


Estive de folga mental por esses tempos. Mais que repouso de estudos, dei férias a meu cérebro e minha alma. Respirei fundo. Soltei os ombros. “Aproveitei o momento” como muitos dizem.
Aprendi sobre música, pulei, dancei, e até arrisquei andar a cavalo. Banalidades essenciais. Banalidades terapêuticas por muitas vezes esquecidas.
Iniciei o ano levando a vida menos a sério. Iniciei o ano sendo tudo aquilo que sempre quis ser e que antes não me permitia.
Aprendi a me permitir, aprendi a me doutrinar, aprendi a me escutar e até arrisquei cantar. E mesmo que me confunda com Paulo Coelho, digo em alto e bom som, que aprendi os valores sobrenaturais da vida.
Nada como um bom e velho descanso. Para alegria de uns e tristeza de outros, eu voltei. Melhor do que nunca – e com ironia.

25 de dezembro de 2007

Achado do Papai Noel

As bochechas não deixam à desejar...

24 de dezembro de 2007

Bom velhinho

Nunca fui cem por cento à favor do espírito natalino. Não fico cem por cento à vontade quanto a ceia de Natal. Nem quanto ao peru. Nem quanto aos gastos. O Natal não tem sentido. Ao menos deixou de ter quando seu principal pretexto foi deixado de lado. Entrou aí o agente “bala na agulha”. Diretamente proporcional a conta bancária, o Natal torna-se alegre ou não. Ao menos para a maioria.
Eu, defensora dos pequenos prazeres, ganhei o melhor presente: a vida em seu melhor alcance. E mais. Não vou considerar a data como a comemoração do nascimento. É o REnascimento do que, para mim, é verdadeiramente valioso.
Hoje não preciso de nada mais. Um abraço apertado de meu herói, fará com que eu sinta a alegria de criança que tanto fugia de meu “papai-noel” interior.
É com ganhar a primeira bicicleta, aquela verde, da Pocahontas. É como após doze anos ele possa ver o mesmo sorriso infantil, em um corpo de mulher.
Este Natal vai ser especial. E já posso sentir o cheirinho dos petiscos da mamãe.

6 de dezembro de 2007

21 de novembro de 2007

Sobre os caretas da felicidade comprada


Crescer não depende dos dias, das horas, de anos. Crescer é uma linha tangente ao tempo. Ontem cresci, em minutos. Cresci espiritualmente, cresci a mente.
Hão de amadurecer aqueles que abrirem os olhos para os verdadeiros valores da vida, amadurecerão para o mundo como crianças. É quando retomamos nossas importâncias de criança que somos (puramente) felizes.
Saúde para correr. Felicidade com um restaurador copo de leite. E carinho.
Há de se precisar mais algo? Almejamos pequenas parcelas de felicidade inúteis. E quando as temos, ambicionamos mais e mais. Assim, acabamos esquecendo do essencial, do princípio, do amor.
E sempre quando algo me emociona, volto ao assunto, volto a falar de amor. E sempre quando a ternura me descobre, esqueço onde vivo, esqueço a fumaça dos carros nas ruas, esqueço o capitalismo e volto a mim.
Ontem, voltei a ser criança, mais uma vez. Como uma flor no asfalto da avenida.

Seu olho me olha mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo

19 de novembro de 2007

História de uma Gata

Me alimentaram Me acariciaram Me aliciaram Me acostumaram
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé... de gato
Me diziam todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora, senhorio
Felino, não reconhecerás
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora, senhorio
Felino, não reconhecerás

Música como forma de expressão

18 de novembro de 2007

Pelo velho preconceito com meu All Star sujo

Quando o submundo dos transtornos vem à terra fico zonza, descontrolada, imóvel. Com milhares de preocupações adultas estou na fase escultura. Saciada de incertezas.
É nas horas de caos que mais delas aparecem. É nos meus momentos estátua que começo a perceber o mundo à minha volta.
Bobagem pouca, besteira ou não, as pessoas estão cada vez mais parecidas. Quando antes a “alternatividade” parecia ser o fim, agora, recorrer a tal estilo de vida parece dar certo crédito. Concepção boba a minha, ou não, os seres que optavam por esta forma de levar os dias, fugiam do óbvio, do comum, do popular, tedioso. Triste, ou não, para os novos adeptos, são esses que tomam as rédeas.
O que seria o Alternativo? Um tênis, uma roupa, fotos, filmes e músicas? Errado. Esse conhecimento meia-boca não indica inteligência, sabedoria, fama barata, parecem todos manequins de um segmento inútil. E aqueles hippies largados que fugiam do sistema hipócrita em que viviam, não se parecem nenhum pouco com filhinhos de papai que acreditam ser legais porque usam All Star e tiram fotos de árvores bem focadas.
Cabeças pequenas, mentes vazias, preconceituosas e cheias de ignorância não me lembram nada aos tempos políticos de meus pais. Bitolados sem título de eleitor, mal sabem quem governa o país, mal sabem de nada. Querem mostrar que sabem de tudo.
Estou revoltada. Os ambientes que antes se encontravam recheados de conversas agradáveis e contribuições de cultura, hoje mais parecem o Mc’Donalds do underground.

20 de setembro de 2007

Liberté

O espetáculo já havia começa quando novamente acenderam as luzes. O teatro voltou-se para os amantes e tudo mais parecia ter-se esvaído. As intensas ondas luminosas apreciavam o romance do verdadeiro e apócrifo. A paixão estava na atmosfera dos corpos.
Quando as luzes se apagam confunde-se mais uma vez ficção com realidade. O salto-alto abandonado ao pé da cama da atriz, o abandono do personagem, a máscara no chão. Nesse momento todos os olhares voltam-se para o amor. Mesmo sendo seu público loucos desvairados.
E então, tudo parece desaparecer no evidente conto de fadas. O mesmo cenário parece confundir, porém então, como saber o que é real e fantasmático? Fecha-se os olhos. Observa-se a contemplação em silêncio e inevitavelmente, encanta-se com o perfume da personagem e a sabedoria do palco. O mundo. O mundo tornou-se o palco.

“Premier mot de la devise républicaine, la liberté. La Déclaration des droits de l'homme de 1793 la définit ainsi : « La liberté est le pouvoir qui appartient à l’homme de faire tout ce qui ne nuit pas aux droits d’autrui ; elle a pour principe la nature ; pour règle la justice ; pour sauvegarde la loi ; sa limite morale est dans cette maxime : Ne fais pas à un autre ce que tu ne veux pas qu’il te soit fait. ». « Vivre libre ou mourir » fut une grande devise républicaine.”

17 de setembro de 2007

Segredos de adulto


Lances românticos me comovem. Não de forma hostil, e sim, dócil. É tranqüilizador e bonito, entre tanta hi-tack. Na velocidade dos meus pensamentos as luzes da cidade adoçam meu alento. Falar sobre o amor me acalma.
Tudo tão extinto, tão modificado, tão, tão. Tudo é TÃO exagerado e na tentativa de ser algo magnífico e sexy acaba sendo feio e repugnante. Com tantos meios de comunicação esqueceu-se do principal. Esqueceu-se do gostar além de tudo.
Amores na chuva, amores nas calçadas, amores no parque, amores escondidos, amores reais. Onde estão? Na geração da televisão de plasma observa-se a vida alheia, estaca-se a própria. Os vinhos, o chão, os copos de plástico, todo o cinematográfico foi abolido. Abriu-se caminho para a construção do labirinto da agilidade. “Pá e bola”.
Eu, passageira deste bonde, sinto saudades de uma época que não vivi. Época onde conhecia-se a letra das pessoas, onde se produziam cartas de amor, música e obtinha-se o principal: sentia-se apego pelo ser, pelo corpo, e essencialmente pela alma.

Independente da velocidade.

Sem pé, muito menos, cabeça

Por vezes uso das palavras para cavar um mundo louco de vocábulos. Paralelo ao meu, teu, mundo feio e cinza das tuas modernas.
Somos modernos, estamos aqui. E é ali que nasce a flor. A semente da sensibilidade a alusão ao magnífico perante o espetáculo do trânsito. No meio do caos: a flor. No meio de nós: o amor.
E ela nasce no asfalto, no resíduo, na cara de todos os preocupados. E ele nasce, na clareira, nos ditos-cujos preocupados.
Sou talvez a flor, sou talvez o amor, sou o que não sei. Porém, os compreendo e me encanto com os tais vocábulos perdidos.

You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?

10 de setembro de 2007

Avenida


Lá saberei como a banda toca. Se quer sei a existência da música. Vou bailando conforme a partitura, analisando as quedas e sobre tons.
Ontem, deitada, ajuizando, quis por um segundo arrancar os planos e desenhá-los novamente. Agora com mais detalhes, caricaturas, mais graça e dedicação. Minha partitura seria densa, tranqüilizadora, linda e poética. O plano B da dança.
Hoje sigo os passos de um maestro desajustado, homem do tempo, senhor do meu canto, e agora? Sigo os passos da rua, e mais nada.

7 de setembro de 2007

Pink it´s my new obsession


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

*Ela estava gritando. Não aguentou o chulé.