Não esquecendo, abraço forte ao Church e Zelda. Ainda nisso, está aberto o curso de animação no estúdio Laços, novamente. Com a carga horária impedindo, refazê-lo é mais um projeto para dois mil e oito. Porém, fica a dica aos amigos das artes.
25 de agosto de 2007
Harry porco
Não esquecendo, abraço forte ao Church e Zelda. Ainda nisso, está aberto o curso de animação no estúdio Laços, novamente. Com a carga horária impedindo, refazê-lo é mais um projeto para dois mil e oito. Porém, fica a dica aos amigos das artes.
24 de agosto de 2007
Moderninha
Errado. Não combino com Parnasianismo e vice-versa. Antigos poetas gregos isolavam-se do mundo para obter seu intercâmbio com os Deuses. Minhas divindades, menininha, são pensamentos, minha interação é com palavras, minha fé é recíproca.
Exato símbolo da estética pura, a culminância da forma nos versos abandona o conteúdo poético, surge a pretensão do perfeito. Erro. Meus sonetos são devaneios. Como a brisa sem pensar. Permite a mim, a prosa, livre-arbítrio casual de libertar-te dos afins clássicos, mero incidente dos homens.
A obra, rica em História abandonou o sentimentalismo romanesco. Esses poetas pós-românticos ao abdicar da denúncia o mundo, perderam o espaço na sociedade recém industrializada, deixaram-se levar. A “arte pela arte” deveria encaixar-se em cada grão de máquina, abundar entre a população, não abandoná-la. Baudelaire, Dario, Théophile, Gautier, Billac, rejeitam o lirismo livre. Como?
Essa transgressão ao racionalismo deixa de lado minha vulgaridade poética. Essa tal “objetividade temática”, entedia, torna-nos tolos. Combino com Modernismo. Pela liberdade formal, irreverência e palavras simples. O engenho de um novo mundo me inspira. Vivo em prol da criação de uma nova filosofia, incompreensível e real. Quando antes confundia-me com o métrico, sou o além da arquitetura contemporânea. Sou o reinvento da arte, a cada instante.
“Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com o livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo
ABAIXO OS PURISTAS
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
Não quero mais saber do lirismo que não é LIBERTAÇÃO"
22 de agosto de 2007
Pré-datado

Ando sem grana, sem tempo, sem argumento. Ando pensando no futuro, no obscuro, no inseguro. Vivendo uma vida à la cheque pré-datado. Onde estará toda a diversão?
"Não me amarra dinheiro, não. Mas elegância. Dinheiro NÃO! Mas a cultura. Dinheiro NÃO! A pele escura. Não me amarra dinheiro, não. Mas os mistérios. Beleza Pura!"
21 de agosto de 2007
Mãe, to doente

Odeio acordar doente. Quando o corpo não reage a impulsos, quando ganhamos cem quilos invisíveis, quando não arranjamos sair da cama, quando o pobre pulmãozinho não agüenta satisfazer as vontades do Sr. Cérebro. Odeio acordar doente.
Estar bombardeado é estar apaixonado sem carinho. Um cãozinho faminto por atenção. O estranho organismo e natureza dos humanos. É estar molenga, carente, ranzinza e infantil: a sós. Isso é um tédio. Tirando a parte do cuidado e os chazinhos.
Deus, como odeio tossir. Milhões de partículas do mal libertando-se para o mundo, em uma atitude egoísta e feia. Armadas, com roupas de soldados, caras pintadas, atacando. Nossa, como odeio a tosse.
Como dói. Dói tudo. A garganta, da coluna ao dedo do pé. E cansa, cansa estar assim, assim, sem o amor, e doente.
20 de agosto de 2007
Perdição
Nostalgia. Isso já ocorreu outra vez. Um curta deveria ser gravado, eu, responsável pela cena da Passeata. E agora? São seis da tarde, estou andando. Andando. Odeio me perder.
Estar perdido é estar sem chão, além do cordão da calçada. Meu macacão me entrega. O que essa gente estranha ajuíza de mim? Devem me achar um tanto quanto “forasteira”. Eu não sou veloz. Nem quero acompanhar essa dinamicidade toda.
Por fim, encontro minha alameda. Apreensiva e risonha. De acordo com meu relógio e minha vida. Considerando que a afobação dos outros é parte da desordem das ruas. E de mim.
Histórias
Minto. O momento mais jururu do ser é quando desaprende a empregar o segredo. Com gritos calados, atitudes imbecis, falta de desempenho inteligente. Usam e abusam do berro, do explicito, do exposto, da falta de mistério. Mísero tédio.
Minto. O momento mais melancólico do ser é quando torna-se dependente. Então, condicionado, não sabe mais o que diz, o que representa, e incrivelmente, perde seus sentimentos em meio a essa confusão mental.
Minto. Entre milhões e milhões de situações, não há o pior. Sob uma visão pessimista do que o mundo poderá tornar-se, entre tanto absurdo e falta de malícia: Toda pessoa deverá obter sua própria vitrine. Sim, uma mostruário com histórico e a competição de quem está mais vintage.
Quanta falta de sagacidade. Mal sabem o quanto a descrição pode ser estimulante, o inacreditável interessante e o sigilo uma grande jogada de marketing.
PS: Após um sábado de Rock and Roll, o domingo veio repleto de calmaria. Ficam nos fones Orquestra Imperial, em especial Rua de Mes Souvenirs.
16 de agosto de 2007
Cinematográfico
13 de agosto de 2007
Nada além

O fato é saber o que faz bem. É desejar o inconfundível sem se preocupar com ele. Comer pizza e arrotar feijão. O fato é não se preocupar. Querer o simples e almejar o alvoroço. Nada além de céu e mar. Ser humano de carne e osso, que saiba somente amar. E falar, e falar, e falar. Falar de amor, de amar. Senti-lo nas veias. Nada além de céu e mar. A reclamação do vestido e o momento de suspirar. Tudo tão óbvio e por que não acontece?
12 de agosto de 2007
Eu quero uma casa no campo
Por amor à meu pai, por amor à meu tio, por amor à felicidade.
Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais...
4 de agosto de 2007
Sobre a teimosia
Parei com o café

E isso constitui muito mais que o simples acontecimento de desamparar um vício. Não pelos ameaças de má saúde. Mas para provar a mim que certas coisas, arduamente, podem ser deixadas de lado.
Não há necessidade disso. Segunda feira inicio uma dieta, talvez arranje grana para uma academia de ginástica. Não. Deixa a academia de lado, vamos transformar isso em hora estudo. Para quê tanto açúcar? Acho que estou tornando-me neurótica. Tantas xícaras por dia. Sem contar os copos na escola. Mas, é para deixar-me bem acordada. E de que adianta tanta cafeína? São apenas impulsos do teu cérebro. Não. Hoje ainda tomo mais um.
Isso ainda me mata. Será mesmo que meu estômago não suporta a cafeína? Tão pouco não me faria doer. Ou faria. Na verdade, é muito. Ok, ao final desta chávena tudo estará acabado entre nós. Não me olha desse jeito. Não sou o malvadão da relação. Fazes-me mal, e nunca solucionaremos isso. A vida é injusta Nês, não improvisa de mim uma monstruosidade. Vou te abandonar e isso é para toda a vida. Adeus.
Na abertura do armário emperrado, sinto a presença. Ultrapasso as mãos, vou direto ao chá. Algumas vezes mudamos princípios pela tranqüila felicidade. Aprendemos a gostar deles e entendemos que o “amor” não basta para o “todo sempre”. Modificamos valores em busca do perfeito, extraordinário, sem falhas, sem contra-indicações. O ser humano é comodista. Mas afinal, tanto faz, o futuro reserva algo especial consecutivamente. O mundo acaba colocando-nos em nossos devidos lugares. E eu sempre gostei do sotaque britânico. Vê se toma cuidado por aí. Qualquer dia nos cruzamos nas prateleiras da vida. Quiçá nós voltemos à dupla que éramos. No entanto esse é o momento em que todo vício deixa de ser excelente e cruza a barreira à conhecida sensação de dependência. Nós não somos assim, e não posso permitir tamanha atrocidade. Até mais Café, até mais.
2 de agosto de 2007
Sobre a memória do infinito

“E esse medo infantil de ter pequenas coragens...” Vinicius
Os artefatos ao meu redor tem uma historinha. Quem já não olhou para eles? Que lembranças devem trazer? Cada qual com sua poesia subentendida, a magia das pequeninas partículas formando um elemento historicamente ilusionista. São muito mais que minhas milhões de palavras neste humilde estabelecimento. É um verdadeiro turbilhão de anseios silenciosos no atrito estático do corpo em movimento nulo. Como pode.
Li um livro – ótimo – a pouco. Lygia Fagundes Telles, no último conto do livro descreve a história de um anão de jardim. O escrito se passa através dos sentimentos e aforismos do pobre enfeite, e isso pareceu-me curioso. Comecei fundamentalmente pelas paredes de meu quarto. Logo após minhas folhas, o abajur, os tênis. Todos com sua existência e culpabilidade, aguardando o final de sua vida útil.
Cheguei a conclusão de que se minhas meias pudessem discorrer, simplesmente, me odiariam. Minhas almofadas me adorariam, e os discos do vovô falariam bem sobre minha pessoa.
No entanto, um dia eles vão embora. Perdidos em caixas de mudanças, ou talvez desprezados na passagem dos anos. Cada qual tão meu, com nossa história, suas e minhas. Serão de outra pessoa, serão do mundo, terão mais e mais historietas. Crueldade pura.
Não fica triste Abajur. Prometo te levar comigo pro resto de minha crédula vida útil. Terás tempo de me expor por onde já passastes, e me relembrar de tudo que já fui. Tu és o cais entre meu passado e os momentos que ainda virão. Teremos ótimas risadas, porém, agora temos que dormir, boa noite.
1 de agosto de 2007
Bendita Abismada
Nas férias cortei os cabelos. A franja propriamente. Uma franjinha de criança. Já fui comparada a índia, menininha e até mesmo um York Shire – por meu dócil colega crítico -. Porém, uma opinião – especial do Paulo, grande amigo – me deixou contente: - Gostei, é bem, Lanna.
Roubei de giro a faixinha de tempos atrás – cerca de quando tinha nove, dez anos -. Voltei a desenhar.
Quando era criança assistia diariamente um programa apaixonante. Lembro ser da programação do Discovery Channel, - meu canal favorito, onde as coisas mais mirabolantes da Tv infantil aconteciam, sem desperdiçar o Cartoon, obviamente -. Lá estava eu – em minhas férias de televisão/comida/sono –deparando-me com a propaganda do lançamento do programa no Disney Channel. Não poderia ser verdade. Pois era. Uma felicidade tomou-me por instantes. Voltei a fazer arte. Acredito estar “regredindo”, ou coisa parecida, por enquanto isso não me pareceu má idéia.
Lula Lá, suprimi uma estrela

Férias –inertes, e nem por isso ruins – observando o Pan-Americano. Principalmente, sua abertura ridicularizada pela série de vaiais ao presidente da república. Foi a demonstração que faltava para a total afirmação: O Brasil está de pernas para o ar.
9 de julho de 2007
Penso, logo ando de ônibus (ou vice versa)

Voltando para casa em um dia chuvoso, medito no ônibus certos momentos do cotidiano humano.
Nunca resvalei em uma casca de banana.
Moças da Assembléia de Deus (com suas longas tranças e saias) não conseguem correr.
Colar é feio. Quando sabe-se a matéria e troca-se a resposta, é pior ainda.
Tecnologias como “Mp4” não são feitas para pessoas com QI baixo. Essas não têm nada de “seu”. (Sim, o mundo é injusto.)
O “Som da Helô” (junto com o show do Sovaco de Cobra) estava formidável, e a palavra formidável já deveria ter desaparecido dos vocabulários.
4 de julho de 2007
Sobre a amiga

Fazeres aniversário é muito mais. É muito mais o tempo passar, é muito mais viver uma vida paralela a tua, é muito mais. É ver brotar da flor uma linda mulher, enxurrada de aspirações, sentimentos, maturidade. É ver o amadurecimento de uma idéia.
Te tenho à meu lado há nove anos, dos quais pude aprender, ensinar, discutir, brigar, chorar e principalmente dar risada. Meu sorriso ao teu lado, amiga, é fruto da tranqüilidade em que me saturas.
Tu és muito mais. És verdadeira, és simples, és chocante, és enigmática. Tens o mundo nas mãos, no olhar e no coração. Tens a qualquer um, a hora que quiseres.
O teu aniversário expressa a passagem dos minutos perante o teu reflexo de tempo demorado, o tempo observando teu adiantamento perante o mundo. Teu cérebro vasto e teu espírito mole. És inesquecível.
És meu chão, ponto de vista e alegria. És minha consciência, perdão e afeto. És parte de mim, como sou tua. És o espelho da minha integridade e gargalhada. És inigualável. És minha melhor amiga: íntegra, transparente e linda.
Fazeres aniversário é muito mais. É o mundo comemorando tua companhia. É o universo conspirando a favor da tua sagacidade.
Eu te amar é fato natural, minha admiração por ti é esperada, no entanto renovo meus votos de fealdade e planos, dizendo-te de novo que minha mochila estará sempre arrumada para darmos o pé, e mais, que te amarei e honrarei tua amizade até o dia em que Carbono Vox decidir bater as botas.
Feliz aniversário do fundo deste coração dengoso que tanto te contempla. Um beijo e abraço de urso.
29 de junho de 2007
Soldadinhos de CHUMBO

27 de junho de 2007
26 de junho de 2007
Sobre Política e Disney

Pelo primeira vez no ano dei-me o luxo – por motivos familiares que me impediram a ida à escola - de ver desenho pela manhã. Não há momento do dia mais bacana para ver desenhos. Lembrou-me os dias chuvosos – àqueles onde ninguém aparecia – em que eu permanecia na frente da televisão com meu inseparável copo de leite e a programação enchia-me de entusiasmo. Bons tempos – articulam minhas velhas bochechas -.
Praticante de xenofobismo, racismo e outras cositas, a interpretação de seus filmes e representações não poderia ser pior, na visão científica. Rei Leão e Mickey perderam seu “valor” diante do mundo – meu – após aquele dia.
25 de junho de 2007
Sobre as despedidas
Calcei meus velhos all star, procurei o casaco mais agasalhador. Fui para a escola aprender História, voltei observando o mundo no tempo de meus passos. Um passarinho, as pessoas no ônibus, o livro que eu carregava, o vento congelando o nariz , o sol tapado por nuvens. Era eu tão pequena, rodeada de gigantes corredores, cruzando por mim, deixando-me para trás. Por que tanta pressa?
Fiz amizade com um cachorro. Ele me acompanhou durante um certo tempo, no entanto trocou-me por um saco de lixo – isso deveria ter deixado-me triste, bem, relevemos -, ao menos por minutos compreendeu o porquê do “não pisar nas linhas”, o porquê dos óculos, o porquê do passo lento. Por que te fostes cachorrinho? És o único que cessa nesse planeta de combates. Faz-me companhia cachorrinho. Esse mundo é grande demais para ficarmos sozinhos.
Sobre os pensamentos
aAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaa
(Sim. Um rugido atrapalhado no horizonte confuso do meu interior.)
24 de junho de 2007
O divã de Freud

Veja bem Doutor, não tenho tempo – muito menos dinheiro – para suportar essa situação. Porém o faço com intuito – e esforço – da resolução dos problemas de minha vida. Não, Doutor. A palavra resolução se encaixa perfeitamente. Venho até aqui buscar minha identidade, minha essência, meu elixir. Sua opinião como profissional colocando os devidos pontos nos is, me ensinando a fórmula da mudança.
Tudo começa com meus defeitos. O orgulho é feio, sei, mas não me diga que não recebe uma centena de mulheres arrogantes nesta sala. É comum, como tudo que me rodeia. De tão banal enjoa e atrapalha, torna-me um ser birrento e intolerável. Esse “medo” de não suprir as expectativas enche-me o saco. Com o perdão da palavra. E, não deixa de ser medo, o orgulho é uma virtude desse.
Acredito em Deus, sim. Não, não sou católica, protestante, evangélica. “Ateu” é um substantivo forte Doutor, tenho fé, e isso basta-me.
Tenho uma amiga com grande conhecimento sobre signos. Nunca vou esquecer quando me disse sobre o signo Gêmeos, era impressionante a parecença com meus hábitos e características – como o zodíaco agrada a qualquer um – e mesmo não crendo que estas eram culpa das estrelas, pensei melhor a meu respeito. É Doutor, eu sou insuportável.
A cada grão de tempo que esvai mudo as vontades, o humor, deixo de lado objetivos, procuro outros, como uma grande tarefa não acabada. E assim, desde sempre, fui levando a vida. Arrependendo-me de fatos, ambicionando outros. Mudando de estação a cada amanhecer – ou menor fração de momento –, sinto-me “incompleta”.
Já não sei mais o que estou falando Doutor. Não sei mais porque estou aqui. Isso não dará em nada, mas diga-me lá, há forma de sarar esta loucura? Loucos somos nós sim, meu caro, e esta é a verdade absoluta. É loucura estar cansada de minhas próprias decisões, é loucura a chateação. Loucos somos nós que pagamos para ouvir um veredicto de loucura. Loucos somos nós de aborrecermos com tão pouco.
Há Doutor o “Xarope da Assiduidade”? “Xarope da Persuasão”? Diga-me Doutor. Dê-me logo esta receita, cure-me de mim mesma. Preciso de ajuda, possuo um mundo dentro de mim em pleno caos.
The Jackson Five - My Girl (versão com o Michael)
14 de junho de 2007
"Mentiras sinceras"

O ser humano é realmente bichinho engraçado. A cada dia me certifico de que os sinônimos para essas abomináveis criaturas sejam inúteis tamanha falta de “ser humano”. Até mesmo o sentimento que os torna privilegiados à diferenciação de qualquer espécie do planeta: a paixão. Quiçá ela é uma mentira?
Hoje pela tarde - em meio a aula de biologia - começo idealismos particulares sobre a falta de interesse contínuo na pessoa – aquela pelo qual se dizem arrebatados -. A forma como ele sorri, como ela dorme, como ele tem vergonha, como ela não, esses momentos tão eternos parecem se esvair no tempo. Porém, são episódios insubstituíveis. E então começa a falsidade.
É impossível encontrar em outro “ser” qualidades antes vistas, ocasiões antes atravessadas. As pessoas não se apaixonam pelo cujo que encontram, essas se encantam pela imagem que recebem. Procuram nos próximos tal e qual, e assim gostam cada vez mais dos mesmos valores descobertos.
Não cito as grandes paixões. As verdadeiras? Absolutamente não. Essas são para sempre pelo fato de que mesmo encontrando “made in paraguay” nunca perderiam sua integridade e honestidade do sentimento puro.
13 de junho de 2007
Bonequinha (crescendo) do papai

Não me pergunte como é envelhecer, eu não saberia responder ou contestaria uma tolice. Fazer aniversário é um tanto quanto engraçado. Em uma passagem de dia nos tornamos “pessoas maduras”, ou não, de acordo com a carteira de identidade. Discordo.
Fazer aniversário é muito mais. É o tempo representando em algarismo os momentos deixados para trás, a passagem do calendário abre portas para uma “nova era”, novo capítulo, páginas em branco de uma mesma vida. O papel acompanha o destino em suas mil trajetórias, tornando-nos sedentários diante os segundos.
Fazer aniversário solicita bolo, parabéns, abraços, presentes e muito carinho. Além disso, requer uma interpretação muito além do simples passar das horas, é o amadurecimento da idéia do ser, é a contemplação da juventude mostrando suas mil facetas.
Não basta à mim apagar velas. São inúteis os números diante tal moleca interior, a cada ano que passa peço para que esse regresse em proporção contrária, como se ao fim da chama rejuvenescesse a mulher que se apresenta.
E aquela “gasguita” de cabelos negros escorridos pelo ombro hoje faz dezessete, amanhã quiçá seus vinte, e logo então cinqüenta. Ela nunca abrirá mão de sua espada Jedi e seu orgulho, terá sempre um sorriso aberto para seu amor e um laço de ternura para quem souber manuseá-lo. Suas sapatilhas aladas serão dançarinas das linhas da estação e para sempre saberá os sentidos de seus pequenos versos. Com a mistura de boneca e “nenê” levará a vida de sua forma: sem observar os relógios. Por favor Senhor Tempo, não deixe Neneca crescer jamais.
10 de junho de 2007
Inesperado
6 de junho de 2007
Dúvida cruel

Minha última inventada é fazer Engenharia. Lanna e cálculos pode parecer até piada, porém meu interesse por Matemática e Física tem se acentuado a cada dia que passa. Usam da lógica para a expressão de fatos deixados de lado e isso pode até ser legal, dependo do ponto de vista.
Os amigos dizem que conseguem imaginar-me na posição de responsável Engenheira – sobresaindo a todas as outras opções que dei para pensarem-. Eu, no entanto, não abro mão do Design – a arte predomina à coerência dos números-.
Tenho cerca de cinco meses para colocar os planos em seus devidos lugares. Porém, a idéia exacerbada agora é fazer os dois. Mesmo recebendo a taxa de alucinada.
Os extremos podem ser muito bem empregados. Vou saber abusar disso.
5 de junho de 2007
E até parece Primavera

Eu era uma criança de muito imaginação. Tenho relembrado coisas que antes pareciam cheias de pó. Lembranças do verde que namorava o laranja, o oito que era rival do nove e coisas do tipo, tem se tornado cada vez mais freqüentes.
Acredito ser culpa da leveza de meus pensamentos nesta estação. Um quê de despreocupação com tudo o que acontece ao meu redor (cito coisas e pessoas ruins), é como caminhar sobre uma grande nuvem de sonhos.
O que antes parecia atingir-me com tal magnitude e vigor, hoje mais parece anedota. Como um escudo provindo de minha imaginação infantil (algo que garanto nunca ter partido), mas que renasce como forma de proteção a tudo que antes escondia a graça.
Meu sorriso ganhou um aliado honrado: o desfrute da paz de espírito. O amor entrou pela porta da frente, ofereceu-me um binóculo e pediu permissão para ficar. Recebendo em troca o carinho por sua preocupação e o pedido pelo fico.
Falta entender o que me faz pensar que só ele pode ter tanta paz para me dar... Eu te vi e cheguei pra falar: Tudo certinho?” (Hermanos)
4 de junho de 2007
“Tá na hora de rever seus conceitos...”

As pessoas têm se tornado a cada dia mais engraçadas. É hilariante a atual situação dos pontos de vista. Virou mania nacional o “estranho”. O que antes era chutado para fora dos moldes, hoje faz parte da maioria dos guarda-roupas e cérebros. Talvez uma lavagem cerebral das grandes passarelas, dos grandes estilistas, da mídia, não importa. Mas algo é certo: CASO TENHAS UM QUÊ DE ESTRANHEZA JUNTA-TE ÀQUELES TEUS IGUAIS E SEJA MODERNO.
-Oi garota! AÍN AMIGÃN como você é cool, uma síndrome? Ai que show! Eu tenho um distúrbio!
-Nossa AMIGÃN como nós somos legais!
O fato de acordar pela manhã, colocar uma camiseta amassada, não fazer a barba, (até mesmo não tomar banho) hoje é feito por pessoas que nunca pensariam em participar de tal situação, porém é natural que não o façam por atitude, e sim, força da idéia.
O que antes se mostrava como quebra às regras do sistema hoje mais parece uma corrida contra o correto, arrumado, “direito”. Corrida em busca do egocentrismo e individualismo.
O que todos procuram ultimamente é o destaque. Procuram a evidência em meio ao caos, um querer bem entre a sociedade, ser taxado inteligente, culto, ou “aquele que não liga para os protótipos” (mesmo que isso implique em ter 6 dedos, ou algo parecido) .
Pois, contra que sistema lutam? Que ideais possuem estes? Será necessário gostar de Beatles (ou qualquer banda antiga/revolucionária) para encaixar-me nos padrões agora estabelecidos? Onde ficam os verdadeiros “chuto o balde e não me importo com nada disso” em meia tamanha igualdade de idéias?
“Sem querer querendo” a juventude tem criado os exemplos que daqui a certo tempo serão repudiados por nossos filhos. E então o gel de cabelo será o novo. E cuidado futuras mamães: Será preciso muita goma para as camisetas pólo.
1 de junho de 2007
Carta à Lanna
Beirando os dezessete anos estás a um passo de decidir um futuro provavelmente dessemelhante do que venhas a ganhar. Talvez tuas alternativas sejam do agrado de teus pais e teus familiares. Talvez escolhas uma profissão bem conceituada, abrangente, que ofereça status e ótimas perspectivas financeiras. Talvez optes em favor de tua vontade.
O fato é que: Independente do que decidires para a tua vida, se as opções não te fizerem realmente crer no papel que assinas, seja lá o que for, dar-te-ão como bônus dos teus dias o recíproco do teu desgosto. Serão chatos, entediantes, monótonos e tu passarás a ser abominado entre teus colegas. Terás dinheiro e junto a ele, principalmente, amargura. Como um vazio insuficientemente completo de aparências e dólares.
Terás que colocar em pauta teus valores, tanto morais como espirituais. Aprender a ouvir, mesmo opiniões adversas, mesmo injúrias, mesmo ignorâncias. Porém, terás especialmente que optar pela primorosa passagem dos dias sem esperanças de orgulhar àquelas que esperam algo diferente de ti. Terás que mostrar a eles o quanto podes ser diferenciado desta massa servil sendo exatamente da forma que és. E assim sendo, terás a auto-confiança na profissão que se assemelha a ti, e por conseguinte darás a quem merece um tanto de admiração por teus atos.
27 de maio de 2007
Sobre o claro

Ao abrir os olhos reparou no acanhado risco de sol ultrapassando as fronteiras da remota janela de madeira. Ao deparar-se com tamanha desenvoltura permaneceu por um duradouro espaço de segundo entorpecida. Percebeu a liberdade daquelas partículas dançarinas do ar. Dançarinas de uma melodia silenciosa da respiração humana. Tão cotidianamente acostumada e desprendida. Sentiu inveja de tal alvedrio, tal desambição. E questionou seu modo de vida.



