27 de maio de 2007

Sobre o claro


Ao abrir os olhos reparou no acanhado risco de sol ultrapassando as fronteiras da remota janela de madeira. Ao deparar-se com tamanha desenvoltura permaneceu por um duradouro espaço de segundo entorpecida. Percebeu a liberdade daquelas partículas dançarinas do ar. Dançarinas de uma melodia silenciosa da respiração humana. Tão cotidianamente acostumada e desprendida. Sentiu inveja de tal alvedrio, tal desambição. E questionou seu modo de vida.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muiito legal amiguinha!
Virei frequentadora acidoa.
Beijos

Eulalia Gastal disse...

Neneca, sou eu ali em cima!

Gustavo disse...

hehehe, ainda bem que eu não perguntei em que estavas pensando...